Nokia lança AI-RAN com GPUs NVIDIA e promessa de dobrar capacidade

AI-RAN aparece como uma aposta para extrair mais capacidade do espectro sem trocar hardware — mas será que a promessa de dobrar a capacidade é realista? Aqui explico o que a plataforma da Nokia faz, por que a ligação com a NVIDIA importa e como isso muda o jogo para operadoras e concorrentes.

O que é a AI-RAN da Nokia e como funciona

AI-RAN é a abordagem da Nokia que usa IA para otimizar redes 5G. Ela combina rádios, processamento em nuvem e modelos rodando em GPUs. O objetivo é extrair mais capacidade do espectro sem trocar antenas.

Componentes principais

Rádios remotos: antenas que captam e enviam sinais para os usuários. Unidades de processamento: digitalizam o sinal e encaminham dados à nuvem. Nuvem com GPUs: servidores equipados com GPUs da NVIDIA para treinar e inferir modelos. Motor de IA: algoritmos que ajustam parâmetros de rádio em tempo real.

Como funciona na prática

Primeiro, a rede coleta dados de tráfego e qualidade de sinal. Em seguida, modelos de IA treinam na nuvem usando GPUs. Depois, a IA faz inferência e sugere ajustes de rádio rapidamente. Esses ajustes incluem alocação de recursos, agendamento e beamforming. Beamforming direciona o sinal para o usuário, melhorando alcance e qualidade. MIMO permite vários fluxos de dados simultâneos para o mesmo dispositivo.

O que muda para operadoras

A solução promete melhorar a eficiência espectral e a capacidade por MHz. Operadoras podem ganhar mais desempenho sem trocar grande parte do hardware. Também facilita a introdução de novas funções via software e atualizações. Ainda há desafios, como integração com equipamentos existentes e requisitos de processamento em nuvem.

Parceria com NVIDIA: arquitetura, GPUs e ganhos de eficiência

AI-RAN da Nokia se integra com a tecnologia da NVIDIA para processar sinais em nuvem. A parceria conecta rádios, unidades de processamento e servidores com GPUs. Isso permite ajustes mais rápidos e inteligentes na rede.

Arquitetura e integração

Os rádios enviam sinais para unidades de processamento locais ou para a nuvem. A divisão entre DU/CU (partes do rádios) facilita o envio de dados. Em nuvem, modelos de IA recebem os dados para analisar a rede. A integração precisa de links de alta capacidade e baixa latência entre sites e data centers.

GPUs e processamento

GPUs são chips que processam muitas tarefas em paralelo, ideias para IA. Elas são mais rápidas que CPUs para treinar e executar modelos de aprendizado. Treinamento ajusta o modelo usando muitos dados; inferência aplica o modelo em tempo real. A NVIDIA fornece GPUs otimizadas para essas cargas e bibliotecas que aceleram o trabalho.

Ganhos de eficiência

A IA pode ajustar alocação de espectro e potência de transmissão segundo a demanda. Funções como beamforming (direcionar o sinal) e MIMO (vários fluxos simultâneos) ficam mais eficientes com modelos na nuvem. O resultado é melhor uso do espectro e mais capacidade por MHz. Operadoras podem aumentar desempenho sem trocar todas as antenas. Ainda assim, há custo com processamento em nuvem e necessidade de integração cuidadosa com equipamentos legados.

Comparação com Ericsson, cronograma e impactos para operadoras

AI-RAN da Nokia usa GPUs em nuvem para decisões de rádio em tempo real.

A Ericsson foca em otimização por software integrado ao equipamento local já instalado.

Diferenças principais

A principal diferença é onde o processamento acontece: na nuvem ou localmente.

A Nokia prefere GPUs na nuvem, escaláveis para treinar modelos e inferir rápido.

A Ericsson costuma otimizar com software próximo às antenas, reduzindo latência e custos.

Cronograma e disponibilidade

A Nokia já fez testes e pilotos em ambientes controlados e com parceiros.

A empresa indica previsão de oferta comercial por volta de 2027, dependendo de adoção.

Ericsson pode liberar atualizações antes, por meio de software e otimizações incrementais.

Impactos para operadoras

Operadoras podem ganhar mais capacidade por MHz sem trocar todas as antenas.

Isso reduz investimentos em RF, mas aumenta necessidade de links de fibra e nuvem.

Haverá custos operacionais com processamento em nuvem e exigência de equipe qualificada.

Funções como beamforming (direcionar sinal) e MIMO (vários fluxos) melhoram com IA.

Operadoras devem avaliar ganhos, custos e integração com sistemas legados antes.

Fonte: www.ArtificialIntelligence-News.com